TVs, jornais, agências e plataformas jogam Trump ao mar

As três grandes redes americanas, NBC, ABC e CBS, cortaram no meio a transmissão do pronunciamento de Donald Trump, no início da noite.

Abaixo, o momento em que o âncora Brian Williams, da MSNBC, silenciou o presidente dos Estados Unidos:

No canal financeiro CNBC, o âncora Shepard Smith, ex-Fox News, também cortou, dizendo:

“Estamos interrompendo porque o que o presidente dos Estados Unidos está dizendo, em grande parte, é absolutamente falso. E não vamos permitir que continue. Porque não é verdade.”

Na CNN, que transmitiu, o âncora Anderson Cooper entrou em seguida descrevendo o pronunciamento como “triste, verdadeiramente patético e perigoso”, acrescentando:

“Esse é o presidente dos Estados Unidos. Essa é a pessoa mais poderosa do mundo, e nós o vemos como uma tartaruga obesa, de costas, se debatendo no Sol quente, percebendo que seu tempo acabou.”

O Wall Street Journal evitou noticiar o pronunciamento na home page.

O New York Times deu em letras pequenas a chamada “Trump quebra seu silêncio numa declaração cheia de falsidades”, quase um editorial breve, assinado pela repórter Maggie Haberman:

“Trump rompeu um silêncio de dois dias para uma breve declaração cheia de falsidades e difamações flagrantes sobre o processo eleitoral, enquanto os trabalhadores em vários estados continuavam a tabular os votos. O presidente pintou os resultados como parte de uma ampla conspiração, para privá-lo de um segundo mandato, dos democratas, dos funcionários eleitorais e da mídia. “Se você contar os votos legais, eu ganho facilmente”, disse Trump, uma declaração falsa que espalhou calúnia sobre o resto da eleição. Ele não ofereceu nenhuma evidência; em vez disso, listou uma série de teorias conspiratórias sobre por que as cédulas chegaram atrasadas em alguns lugares.”

Enquanto isso, as plataformas agiam contra o próprio Trump e seus aliados. O Facebook suspendeu a conta do grupo Stop the Steal, por incitar à violência, ao mesmo tempo em que o Twitter suspendia o perfil e o YouTube derrubava um episódio do programa de Steve Bannon, também por incitação.

E a agência Associated Press distribuiu a foto abaixo:

Fonte: Folha de São Paulo

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