Ronaldinho e Assis continuam presos e Justiça manda deter empresária Dalia López

Promotor alega ‘risco de fuga e que Brasil não extradita seus cidadãos’; Dalia López, responsável pela viagem do jogador ao país, teve pedido de detenção expedido neste sábado

O Ministério Público do Paraguai manteve o pedido para que o ex-jogador Ronaldinho e seu irmão, Roberto de Assis, continuem presos. A ordem de prisão preventiva foi dada pela juíza Clara Ruíz Díaz. Eles estão detidos desde a noite de sexta-feira, acusados de falsificar documentos e estão impedidos de sair do país durante as investigações.

A detenção preventiva no Paraguai é utilizada quando se acredita na existência do risco de fuga da pessoa investigada, e pode durar até 6 meses.  Por outro lado, a defesa alega que o empresário Assis tem um problema no coração e precisa de cuidados médicos (não apresentaram exames ou atestados exigidos pela lei paraguaia) e tenta transformar o caso em prisão domiciliar.

Já a empresária Dália Lopez, responsável por levar Ronaldinho ao Paraguai, teve pedido de prisão expedido pela Justiça do país na tarde deste sábado. O pedido foi feito a partir de uma investigação do Ministério de Tributação do país, órgão equivalente à Receita Federal no Brasil. As autoridades paraguaias investigam Dalia desde setembro por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão fiscal em outras oito empresas com as quais ela tem ligação. Dalia ainda não se apresentou ao Ministério Público ou à Polícia Nacional e está, oficialmente, foragida.

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Foi a convite da Fundação Fraternidade Angelical, fundada no fim de 2019 e da qual Dalia é presidente, que o ex-jogador desembarcou no país. Ele participaria do lançamento do Programa Móvel de Saúde para Meninos e Meninas, iniciativa da entidade que prevê assistência médica gratuita a crianças e adolescentes em vulnerabilidade.

Noite na prisão

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