Promotor diz que Marcelo e Gaby Cestari estavam “mancomunados” ao dar arma para a filha menor no dia do homicídio

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Em denúncia, Ministério Público Estadual (MPE) afirmou que Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari, pais da menor que assassinou a jovem Isabele Guimarães, 14, estavam “mancomunados” no mesmo propósito e cientes da ilegalidade quando entregaram uma arma de fogo à filha. O crime aconteceu na residência do casal na noite do dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

Conforme já noticiou o , eles foram denunciados por homicídio culposo, porte ilegal de arma de fogo, entrega da pistola para a menor, fraude processual e corrupção de menores. Documento é assinado pelo promotor de Justiça Milton Pereira Merquiades.

“Com efeito, os denunciados, como pais, tendo o dever de cuidado, proteção e vigilância dos seus filhos, foram extremamente desidiosos e omitiram-se nos seus relevantes papéis legais, em especial, da menor, ao não impedir seu acesso as armas de fogo, culminando com esta desferindo, seja culposamente ou não, um disparo fatal em face da vítima menor Isabele”, diz trecho do documento.

Promotor destacou que tanto Marcelo quanto Gaby eram registrados no Exército Brasileiro como atiradores e colecionadores de arma de fogo, o que autorizava que eles possuíssem acervo de armas de fogo, além de frequentar clubes de tiro.

No dia do crime, Marcelo fazia manutenção das armas de fogo e todos os adolescentes presentes em sua casa tinham acesso ao armamento. Enquanto pais da menor e proprietários da casa, promotor pontuou que era responsabilidade dos Cestari impedir que os menores pegassem nas armas.

“Sob os olhares inertes dos denunciados Marcelo e Gaby, que mesmo visualizando a situação, nada fizeram para interrompê-la, parecendo tudo muito normal, como se os adolescentes estivessem ali reunidos utilizando seus respectivos tabletes e smartphones, situação que escancara a negligência dos denunciados”, afirmou.

Fonte: RDnews

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