Policiais encontram 18 armas na casa de sogro de garota que matou amiga

Gilberto Leite | EstadãoMT

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Policiais civis da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) estiveram na manhã desta sexta-feira (17), na residência do empresário Marcelo Martins Cestari, 46, no condomínio de luxo Alphaville e também no apartamento do agropecuarista Glaucio Fernando Mesquita Correa da Costa, no edifício Royal Presidente, no bairro Quilombo, sogro da filha de Marcelo onde os policiais encontraram 18 armas.

Após Marcelo e sua filha prestarem depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) sobre o homicídio que tirou a vida de Isabele Guimarães Ramos, 14, morta com um tiro na cabeça no último domingo (12), as investigações foram repassadas a DEA e a Deddica pelo o fato de o crime se tratar de ato infracional (em relação à adolescente “filha de Marcelo” envolvida).

Quando os policiais chegaram na residência, de Marcelo não havia ninguém na casa. Segundo a polícia, a família está em uma residência no Manso, aguardando a conclusão das investigações. Foi necessário o advogado da família ir ao condomínio para abrir o imóvel.

Na casa do empresário, os policiais recolheram imagens do circuito interno de segurança do condomínio e apreendeu aparelhos celulares. A equipe da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) foi solicitada para as buscas e analisar a possibilidade de realizar o exame de perícia técnica complementar com uso de agente químico luminol para averiguar se há vestígio de sangue em outros pontos da casa.

Após a análise de local de crime, os peritos informaram que retornarão no final da tarde  para dar início aos exames solicitados pela polícia para subsidiar as investigações.

Já o apartamento de G.F.M.C.C, se tornou alvo de busca e apreensão, após a adolescente B.O.C., de 14 anos, revelar que a arma que tirou a vida de Isabele estava registrada no nome do sogro, e em posse do seu namorado de 16 anos.

No local os policiais encontraram 18 armas dos mais variados calibres, porém, todas as armas encontradas possuem registros e não foi necessário fazer a apreensão das mesmas.

Durante a instauração do inquérito presidido pelo delegado Olímpio da Cunha Fernandes Júnior, no dia do homicídio, na casa de Marcelo foram encontradas sete armas, sendo uma registrada em seu nome, quatro em processo de registro e duas armas que estavam no nome de terceiros, sendo uma delas, a que matou Isabele, registrada no nome de G.F.

A polícia continua as investigações a cargo dos delegados Francisco Kunze da Deddica e Wagner Bassi da DEA, para elucidar o caso e descobrir de fato se a morte foi acidental como alega os envolvidos ou algum crime premeditado. Outra informação extraoficial que surgiu durante as investigações e que a polícia investiga, foi o fato de Marcelo também atuar com a fabricação e reaproveito de munições.

O caso:

No domingo Isabele estava na casa da amiga B.O.C., da mesma idade, quando em determinado momento, se ouviu um barulho de disparo de arma de fogo. Desesperada a filha de Marcelo começou a gritar por socorro.

O empresário subiu até o quarto da filha e encontrou Isabele baleada na cabeça, caída no banheiro. O empresário ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e tentou reanimar Isabele, mas sem sucesso.

Após o homicídio, houve pequenas alterações no local do crime de acordo com um perito, porém não afetam substancialmente a cena do crime.

Isabele foi sepultada na tarde de terça-feira, enquanto a família Cestari prestava depoimento na DHPP.

Diversas pessoas acenavam com lenços brancos, enquanto o comboio com o corpo da adolescente passava pelas ruas de Cuiabá.

Fonte: Estadão MT

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