Plano de Biden contra coronavírus pode alavancar Olimpíada de Tóquio

O recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou prioridades que o país vai atacar logo no início do governo. A posse de Biden está marcada para 20 de janeiro, mas, já na transição da derrotada e arrogante gestão de Donald Trump, temas relevantes sofrerão uma reviravolta.

Na área da saúde, assunto que trata da salvação de vidas humanas em grande escala, ganham prioridade absoluta medidas para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

Tal disposição pela mudança de rumo e pela implementação de um trabalho de combate sem trégua e organizado contra a pandemia continua sendo algo aguardado mundialmente, em especial por vir dos Estados Unidos, o país mais poderoso e influente do planeta.

Difícil criticar ou simplesmente discordar dessa nova estratégia norte-americana. Fato estranho é este texto estar inserido na seção de Esporte. Certo? Não, errado. Ocorre que o provável sucesso, no momento, de campanha de combate ao coronavírus deve alavancar a pressão para que os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados deste ano para julho-agosto do ano que vem por conta dos riscos da pandemia, sejam confirmados definitivamente.

O site do grupo de Biden sobre a transição do governo, lançado no domingo (8), mira direto na mudança urgente de rumo no combate ao coronavírus. O plano, ambicioso, visa dar uma resposta global contra o vírus.

A ação é prioridade absoluta do novo governo, que deve restabelecer, entre outras medidas, a parceria entre os Estados Unidos e a OMS (Organização Mundial da Saúde), desfeita por Trump com a alegação de não ter mais interesse em ações conjuntas com aquela entidade.

Os recursos norte-americanos, tanto econômicos como científicos e tecnológicos, ajudarão na busca do controle da praga dentro de casa e influenciarão nas ações de combate mundo afora.

Aliás, o sucesso das novas normas proporcionará um cenário de repeteco envolvendo as relações entre Estados Unidos e Japão. Como assim? Lembrem-se da primeira Olimpíada de verão de Tóquio, em 1964. O Japão aproveitou os Jogos para mostrar sua reconstrução, após a catástrofe da Segunda Grande Guerra Mundial (1939/1945), que havia destruído o país.

Naquela oportunidade, paradoxalmente, os Estados Unidos colaboraram na reconstrução e recuperação do Japão, embora eles próprios tivessem reduzido cidades japonesas a escombros, com bombardeios aéreos e com o uso até então inédito de bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. Uma tragédia sem precedentes.

Em contrapartida, os americanos também se ressentiam do bombardeio-surpresa sofrido em sua base militar de Pearl Harbor, no Havaí, que deu início ao conflito que gerou massacres humanos nas sangrentas batalhas em ilhas japonesas. Guerras são manifestações estúpidas. Com as feridas ainda abertas, 19 anos após a assinatura da rendição do Japão, os Estados Unidos foram a Tóquio participar dos Jogos Olímpicos, os primeiros realizados na Ásia. Lideraram o quadro de medalhas com 90 conquistas (36 de ouro, 26 de prata e 28 de bronze). Quantas ganharão desta vez? Naquela ocasião, os japoneses terminaram em segundo com 29 (16 de ouro, 5 de prata e 8 de bronze).

Certamente, representantes dos Estados Unidos e do Japão irão ao pódio em muitas oportunidades, mas a conquista maior e mais urgente seria o impulso para a a confirmação da Olimpíada.

Fonte: Uol – Folha

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