Pastores mantêm cultos após mortes por Covid-19, mas irão discutir novas medidas

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Culto, missa, cerim�nia religiosa

Após a morte de lideranças evangélicas, a Direção do Conselho de Pastores de Cuiabá e Mato Grosso (Comec) vai se reunir virtualmente, nesta sexta (10), para discutir mais medidas de seguranças aos fiéis evangélicos. As igrejas ainda continuam com os cultos durante a pandemia, conforme permitido por decreto da Prefeitura de Cuiabá.

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Pastor Oscem�rio Daltro

O pastor Oscemário Daltro preside a Comec, que representa líderes religiosos

“Mas não temos uma orientação de fechar as igrejas [por conta dos óbitos]”, afirma o presidente da organização religiosa, o pastor Oscemário Daltro.

Segundo Oscemário, a orientação que o Comec tem passado para os pastores são as medidas de prevenção de autoridades da saúde e sanitárias, como lavar as mãos, usar máscaras, alcóol gel na entrada e manter distanciamento entre um fiel e outro. “As pessoas não estão se abraçando ou se tocando, como o evangélico tem o costume de abraçar, beijar, cumprimentar”, diz.

O pastor afirma que casos de pastores infectados não se deram dentro das igrejas, já que o número de fiéis que frequentam-nas está bastante reduzido. Ele cita como exemplo igrejas na baixada cuiabana, que têm capacidade para até 600 pessoas, foi reduzida para 120. Pontua ainda que foi dado a alternativa aos fiéis de acompanhar os cultos por transmissões pelas redes sociais.

As igrejas são orientadas também em relação à duração e ao horário dos cultos por conta do toque de recolher decretados em municípios do interior.

Oscemário conta que tem notícias de pastores e fiéis vítimas da Covid-19 (a doença causada pelo coronavírus) e que participa de um grupo de oração para os que ainda enfrentam o vírus. “Temos feito oração. Vários estão necessa situação de pânico e acabam buscando ajuda de Deus. Quando chega no limite do homem, Deus age”.

Comenta ainda que quer um representante evangélico dentro do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, da Prefeitura de Cuiabá. “Temos uma representação muito grande. E, na igreja, temos pessoas de todas as formações – médico, enfermeiro, advogado -, que contribuem para esses processos [de tomada de decisões]”. Só em Cuiabá e Várzea Grande, o COMEC estima que há cerca de 3 mil igrejas evangélicas.

Nesta última semana, quatro pastores evangélicos morreram vítimas do coronavírus. Em 30 de junho, o pastor e professor da Unemat, Rhycardo Luiz Monteiro, de 60 anos, morreu com suspeita de Covid-19, no Hospital São Judas Tadeu, em Cuiabá. Outro nome é da pastora do Ministério Mover Cuiabá, Aline Nascimento, de 38 anos, que não resistiu depois de uma semana internada em hospital particular da Capital.

O presidente das Assembleias de Deus em Mato Grosso, pastor Sebastião Rodrigues de Souza, também está entre os óbitos da Covid-19 registrados nesta quarta (8). Ele morreu uma semana depois do filho, que era vice-presidente da igreja, Rubens Siro de Souza, ser vítima da mesma doença. Ambos estavam na UTI do hospital Femina, em Cuiabá.

Fonte: RDnews

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