MATO GROSSO; Morre Marília Beatriz, ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras

professora Marília Beatriz de Figueiredo Leite, de 76 anos, morreu hoje (3), em Cuiabá. Marília foi ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras (AML), professora fundadora da UFMT e ocupava a cadeira número 2 da AML.

Com Covid-19, Marília estava internada na UTI de um hospital particular na Capital e  precisou ser entubada. A atual presidente da AML, Sueli Batista, contou ao site que a professora estava tratando um efisema pulmonar. Por meio de mensagens de texto e áudios, as duas costumavam conversar diariamente.

Do último encontro, em maio, Sueli lembra do café que tomou com Marília na Casa Barão, onde conversaram sobre a vida. Por conta dos protocolos de sergurança da Covid-19, a família informou que não haverá velório e ainda não há informações sobre o horário do enterro da professora.

A presidente da AML ressaltou a personalidade plural da amiga, que foi definida como “alegre e de alma sensível”. “Costumava dizer que era multifacetada, não porque era uma poeta ou educadora, mas sim de alma, que era de uma inquietude. Gostava de fazer sempre o que valia a pena para ela. Deus está pavimentando de luz o seu caminho”.

Em junho, a juiza e membro da AML, Amini Haddad Campos, revelou em suas redes sociais que foi infectada pelo novo coronavírus, mesmo estando em teletrabalho desde março. O marido dela, o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, também pegou a doença, mas já está curado.

De acordo com Sueli, a mãe da magistrada está internada em uma UTI, mas tem respondido bem aos tratamentos para a doença. A própria presidente da AML foi contaminada pelo novo coronavírus enquanto acompanhava a mãe, que estava internada em São Paulo para tratar um problema nos rins. A mãe de Sueli acabou falecendo.

Comoção

A notícia da morte causou comoção, nas redes sociais amigos e familiares publicaram homenagens para Marília. Entre eles, o secretário estadual de Cultura, Allan Kardec, que afirmou estar “desolado” com a notícia da morte da amiga e relembrou a importância dela para a literatura.

“Minha vizinha há muitos anos, amiga de infância, foi minha professora, professora da minha mãe, seu pai, o saudoso Gervásio Leite, é meu patrono no IGHMT. Brava ativista da cultura, da arte e da educação, em especial da literatura, que a colocou como imortal na Academia Mato-grossense de Letras e na UFMT, sempre defendendo a UFMT como um patrimônio nosso”, escreveu.

O secretário ainda afirmou que hoje é um “dia de luto para a cultura mato-grossense”. O advogado e escritor Eduardo Mahon também se manifestou e, em seu texto, ressaltou que era amigo pessoal da professora e exaltou o “último ato da mesma”, que doou lívros para serem distribuídos pela Biblioteca Estevão de Mendonça.

“Marília foi a primeira pró-reitora de cultura da UFMT. Mestre em semiótica, escreveu vários livros. Tive o enorme prazer de dar posse a ela como presidente da Academia Mato-grossense de Letras. Minha amiga pessoal, privava da intimidade da minha casa e dividia comigo a sua inteligência aguçada”, escreveu.

Entre as obras literárias da professora estão os livro: “O mágico e o olho que vê” (Edufmt, 1982); “De(Sign)Ação: arquigrafia do prazer” (Annablume, 1993) e “Viver de Véspera” (Carlini e Caniato, 2018).  O secretário de Cultura do Estadp, deputado Allan Kardec.

Última visita de Marília a AML:

Fonte: RDnews

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