Justiça proíbe divulgação de pesquisa que tirava Taques da corrida pelo Senado

O juiz auxiliar da propaganda do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Armando Biancardini Candia, suspendeu a divulgação de uma pesquisa feita pela Voice Pesquisas e Comunicação Ltda que dava a entender que o ex-governador Pedro Taques (SD) estaria fora da disputa na eleição suplementar ao Senado. Apesar de ter tido a candidatura barrada pelo TRE-MT, Taques continua disputando até que o processo seja julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O magistrado estipulou multa de R$ 50 mil caso a decisão seja descumprida e a pesquisa, divulgada.

A ação foi feita pela coligação “Mato Grosso Por Inteiro”, que tem como candidato o ex-deputado Nilson Leitão (PSDB), contra a coligação “Fazer Mais por Mato Grosso” e o candidato Carlos Fávaro (PSD). Alegava que a pesquisa teria descumprido a resolução nº 23.600, de 2019, do TSE, que estabelece que as pesquisas devem conter todos os candidatos inscritos. Para candidaturas indeferidas, devem ser mantidas até o julgamento final de cada pedido de registro.

Assessoria

Pedro Taques

O ex-governador e ex-senador Pedro Taques disputa a eleição suplementar ao Senado sub judice enquanto registro não é julgado pelo TSE

Na pesquisa da Voice, a pergunta de número 8 era a seguinte: “O candidato Pedro Taques teve seu registro de candidatura indeferido pelo TRE-MT, e poderá ser impedido de disputar a eleição ao Senado. Caso ele não dispute, você votaria em quais desses candidatos?”.

“Sendo assim entendo que os elementos me convencem a priori da sua plausibilidade, tendo em vista a possibilidade do erro nos questionários influenciarem maleficamente o resultado da pesquisa apresentada, bem como da evidente violação à norma cogente constante do artigo 3º, da Resolução/TSE 23.600/2019, a evidenciar a irregularidade apontada vislumbro sim, a necessidade de suspensão da divulgação da referida pesquisa”, escreveu o magistrado.

Armando Biancardini citou que a pesquisa estava marcada para ser divulgada em 5 de novembro e que haveria perigo de dano irreparável em sua divulgação, com possível influência negativa na disputa eleitoral.

Fonte: RDnews

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