1 de Julho, 2022

Governo avalia ter maioria para aprovar Caio Andrade como novo presidente da Petrobras

A equipe do presidente Jair Bolsonaro avalia contar com a maioria dos integrantes do Comitê de Pessoas e do Conselho de Administração da Petrobras para aprovar a indicação de Caio Mário Paes de Andrade para a presidência da empresa.

Se aprovado, Paes de Andrade vai substituir José Mauro Ferreira Coelho, que pediu demissão nesta segunda-feira (20) do comando da estatal após fortes pressões do governo.

O Palácio do Planalto espera concluir ainda nesta semana o processo de aprovação de Caio Paes de Andrade, que prevê duas etapas: indicação para o Conselho de Administração e eleição para presidente da Petrobras.

No Comitê de Pessoas, o processo deve ser iniciado ainda nesta terça-feira (21). Integrado por cinco pessoas, o governo acredita ter pelo menos 3 dos votos. Nesta etapa, há somente a recomendação de aprovação ou não do indicado pelo governo.

Já no Conselho de Administração, formado por 11 nomes, o governo conta com pelo menos oito votos para aprovar a indicação.

Paes de Andrade terá a missão de evitar novos reajustes de preços de combustíveis nos próximos meses. De preferência, até a eleição.

Saída de Coelho

 

Depois que José Mauro Coelho renunciou à presidência E também à vaga no Conselho de Administração, o governo passou a ter condições de acelerar o processo de indicação de Caio Paes de Andrade.

Isso porque, no caso de renúncia de um conselheiro, o Conselho de Administração tem poder para escolher um substituto imediatamente, antes mesmo de o nome ser submetido à assembleia de acionistas.

Dentro da estatal, porém, a avaliação é que Caio Paes de Andrade pode enfrentar restrições no Comitê de Pessoas por não ter experiência na área por dez anos, como exigem as regras atuais, ou em setor conexo ao da Petrobras.

Só que outros nomes já aprovados para presidente também não cumpriam essa exigência, como Roberto Castelo Branco e Joaquim Silva e Luna, e mesmo assim foram aprovados.

Por sinal, líderes governistas querem alterar a Lei das Estatais e flexibilizar as exigências para a indicação de nomes para ocupar diretorias não só na Petrobras como em outras empresas públicas. As mudanças podem ser feitas, inclusive, por medida provisória, alterando essas regras e facilitando a aprovação do nome de Caio Paes de Andrade caso haja algum risco para sua nomeação.

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