Em plena campanha, rapaz denuncia candidato a prefeito: “não me ajudou”

Jhonatan

Jhonatan ficou 1 mês afastado, após acidente

Jovem de 24 anos acusa o candidato a prefeito de Brasnorte (a 572 km de Cuiabá), Edelo Ferrari (DEM), de ter sido omisso perante a um acidente de trabalho que o rapaz sofreu em 2014, no município. Prestador de serviços gerais, Jonathan Munhak Messias foi atropelado por uma empilhadeira, enquanto trabalhava na empresa de materiais de construção Ferrari e Cia, de propriedade do candidato. De acordo com o seu relato na internet, no entanto, ele teve seus direitos trabalhistas negados.

Durante os 30 dias em que precisou ficar afastado, recebeu apenas o seu salário atrasado. Legislação trabalhista assegura que a empresa comunique à Previdência Social por meio de uma Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT). Em caso de afastamento por mais de 15 dias, o funcionário tem direito à auxílio-doença acidentário pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

“Eu estava descarregando um caminhão com material quando a empilhadeira passou por cima do meu pé. Meus colegas de trabalho me levaram para o hospital. Lá fiz os procedimentos, fizeram raio-x, não chegou a quebrar. Mas eu fiquei com o pé muito inchado, machucado, não conseguia andar e nem fazer nada. Depois de 15 dias precisei de muleta, mas eles não me ajudaram em nada. Pagaram só o meu salário e ainda assim pagaram atrasado”, explicou.

Edelo Ferrari

Edelo Ferrari é empresário do ramo da construção civil e disputa prefeitura de Brasnorte

Ne época, Ferrari acordou com o jovem um salário de R$ 1,2 mil, com o pagamento em atraso, ele ficou impossibilitado de comprar a medicação receitada. Carteira de trabalho só foi assinada após o acidente. Quando voltou ao trabalho após 1 mês, jovem relatou que foi coagido a pedir demissão.

“Eles me davam advertências que não faziam sentido. Uma vez me advertiram por atraso de 5 minutos, e eu percebia que este não era um comportamento que eles tinham com outros funcionários. Era só comigo, eles estavam realmente querendo me mandar embora. Só que eu estava machucado ainda, eu sentia muitas dores”, completou.

Dentro da empresa, conforme explicou, ele era responsável por ajudar a descarregar caminhões, fazer reposição do estoque, e carregar peso. Hoje, 6 anos após o acidente, ele afirmou ainda sentir dores na região afetada. Opinião médica é de que no futuro ele precise de cirurgia para reparar o dano.  

“Eu realmente não sei como não quebrou, mas ficou parecendo uma bola de futebol. Outros colegas também que já sofreram acidente de trabalho tiveram tratamento parecido, eles não ajudaram em nada também”, finalizou.

Outro lado

Reportagem do não conseguiu contato com o candidato Edelo Ferrari até a publicação desta matéria e espaço está aberto caso queira se manifestar.

Fonte: RDnews

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