29 de Junho, 2022

Casamento homoafetivo entre presos é realizado em penitenciária de Rondonópolis (MT) pela 1ª vez

Casamento homoafetivo entre presos é realizado em penitenciária de Rondonópolis (MT) pela 1ª vez  — Foto: TJMT

O primeiro casamento homoafetivo da Penitenciária Major Elder Sá, conhecida como ‘Mata Grande’, foi realizado na última semana em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

A ação da ‘Ala Aquarela’ efetiva o direito de casar às pessoas privadas de liberdade, cujo relacionamento tenha iniciado na unidade. O objetivo é objetivo sensibilizar servidores e reeducandos acerca das relações homoafetivas dentro da penitenciária.

Para a concretização da união, os noivos tiveram o apoio de toda a comunidade. O casamento foi realizado de forma gratuita pela tabeliã, houve doação de itens para os trajes, a maquiagem e o cabelo dos enamorados foram feitos na Ala Aquarela, pelos próprios privados de liberdade, e a organização do evento ficou por conta do setor de educação, por meio da pedagoga da unidade.

Após a cerimônia, os noivos foram conduzidos à penitenciária para uma celebração com os reeducandos da Ala Aquarela, com bolos, doces e salgados feitos na padaria da unidade, em um evento multiprofissional, que contou com a contribuição de todos.

O casamento foi registrado no Cartório do 2° Ofício de Rondonópolis e teve a participação de 21 pessoas, entre eles os servidores do sistema prisional, a tabeliã e oficial do cartório do segundo ofício de Rondonópolis, os representantes da equipe do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Prisional de Mato Grosso (GMF), o representante da comissão da diversidade sexual da OAB/MT, subseção Rondonópolis e uma representante da Defensoria Pública.

Para a primeira união homoafetiva da ‘Mata Grande’, a ‘Amor Sem Grades’ realizou três encontros pré-nupciais com o setor jurídico, social, enfermagem e psicologia da unidade, abordando assuntos como as questões legais do casamento, regime de bens, direito sucessório, patrimônio, mudança de nome, comunicação, relacionamento interpessoal, resolução de conflitos, empatia, orientações de saúde e exames necessários antes do enlace.

Ações como a Ala Aquarela vão ao encontro da Resolução Nº 348 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reconhece e promove políticas públicas para a identificação de gênero no sistema prisional.

-G1

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