Biden faz sua agenda para o Dia 1, mas republicanos resistem

Os canais de notícia seguiam no domingo com o rescaldo eleitoral, mas jornais e até Drudge Report já olhavam para a frente. “Agora vem a parte difícil”, destacou o portal, linkando para “Biden terá que ser criativo para salvar economia”, na Bloomberg.

Na manchete do Wall Street Journal, “Biden pode reverter a agenda de Trump com uma blitz de ações executivas”. E no Washington Post, “Biden planeja enxurrada imediata de ordens executivas para reverter políticas de Trump”.

Pelo que destacaram WSJ, WP e também o New York Times, as duas primeiras medidas seriam massificar testes para combater a pandemia e retornar ao acordo do clima.

O NYT se mostra o mais temeroso da resistência do atual presidente, mantendo ao longo do domingo a manchete digital “Biden faz plano para o Dia 1, enquanto Partido Republicano navega pela recusa de Trump em aceitar” a derrota (abaixo).

OPORTUNIDADE ALEMÃ

O presidente federal Frank-Walter Steinmeier escreveu no Frankfurter Allgemeine Zeitung que Biden como presidente americano “oferece grande oportunidade para a Alemanha”, visando “uma Europa forte”.

Artigo destacado no financeiro alemão Handelsblatt também enfatizou que Biden “traz EUA para perto da Europa de novo”.

MODI & KAMALA

NYT, WP e outros já não destacam Kamala Harris como mulher ou negra, mas pela formação hindu.

Da Índia, por tuíte e jornais, o homem-forte Narendra Modi saudou a futura vice americana em inglês: “Parabéns, do fundo do meu coração”. Falou em “orgulho imenso” e disse esperar “fortalecer os laços Índia-EUA com o seu apoio e liderança”.

CHINA RUGE

Na home do WSJ, “Exportações da China rugem à frente; superávit com EUA e o mundo aumenta”, batendo as expectativas para outubro. Noutra chamada, “Empresas dos EUA obtêm novo impulso da China”, com Coca, GM e outras sendo favorecidas pelo maior consumo chinês, “mesmo com o aumento nos casos de Covid-19 reduzindo a demanda nos EUA e Europa”. Noutra, as japonesas “Toyota e Honda se fiam na recuperação da China para crescer”.

SEM VOLTA

O financeiro Caixin ouve de especialistas que “Governo Biden vai remodelar, mas não voltar atrás nas relações China-EUA”, sua manchete.

NÃO, DIZ BRASIL AOS EUA

Ao longo do final de semana que projetou a derrota de Trump, o destaque nas buscas de Brasil nos EUA foi “Teles brasileiras desprezam autoridade dos EUA que pressiona por exclusão da Huawei do 5G”.

Saiu no site do canal financeiro CNBC (imagem acima), com despacho da Reuters a partir de notícia da Folha, sobre a recusa de Vivo, Claro, TIM e Oi a se reunir com Keith Krach, subsecretário de Estado de Trump.

Fonte: Folha de São Paulo

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