Apuração nega pesquisas de novo e embaralha cobertura

CNN e Fox News, com diferentes metodologias para a apuração, foram até o início da madrugada com coberturas muito diversas, nos sinais ao vivo.

A primeira insistiu em demasia que a Flórida pendia para Joe Biden, quando a segunda já indicava, inclusive ouvindo democratas, que estava mais para Donald Trump (na imagem abaixo, canal anuncia que ele levou o Estado).

Foi assim também em Ohio, com as duas se dividindo —e a Fox News, cujos levantamentos saíram de processos conjuntos com a Associated Press, mantendo-se mais próxima dos números reais.

A certa altura, a CNN começou a gerar piadas via Twitter. Em seguida, deixou de lado os números e, por um tempo, fixou-se na mesa-redonda.

A própria Fox News se viu questionada, após avançar o sinal sobre o Arizona. Tucker Carlson, como comentarista, cobrou que a mídia, inclusive seu canal, “precisa ser honesta sobre seus erros de pesquisa”.

Enquanto isso, na ABC, Nate Silver, editor do site estatístico 538 que havia previsto 90% de chance de vitória para Biden, refazia os números no ar, às pressas.

As diferenças não ficaram só na TV. A Fox News e o site Decision Desk HQ divergiam sobre a Carolina do Norte do relógio de agulha do New York Times, que neste ano se restringiu a três estados —e acabou sumindo da home, de novo.

PENSILVÂNIA ADIA

Por volta da meia-noite, o site Politico noticiou que a Pensilvânia não contaria mais os votos antecipados. Karl Rove, comentarista na Fox News, reclamou que pelo jeito “será sexta-feira antes que a Pensilvânia” resolva a eleição.

TRUMP ACEITA O JOGO

O presidente entrou 45 minutos atrasado para a entrevista no programa Fox & Friends, na manhã da eleição, e com a voz rouca afirmou que só iria declarar vitória “quando houver vitória, se houver vitória”.

Mais tarde acrescentou quase humildemente, para vários repórteres, que “perder nunca é fácil”.

WALL STREET APOSTA

Fim da tarde e o Wall Street Journal levou ao alto da home que o índice Dow Jones havia registrado “o maior ganho desde julho”. Logo abaixo, “Investidores estão apostando numa lavada [sweep] democrata na Casa Branca e no Congresso, o que pode resultar num pacote de estímulo fiscal generoso”.

QUEM MANDA

Em pleno dia da eleição americana, chineses como Caixin e South China Morning Post trocaram as manchetes para “Maior IPO do mundo, do grupo Ant, é suspenso em Xangai e Hong Kong”. O britânico Financial Times também, e o WSJ abriu submanchete em letras grandes.

Após uma semana de debates nos jornais chineses entre os órgãos reguladores e o CEO da fintech Ant, o bilionário Jack Ma, o episódio serviu para “lembrar que Pequim ainda manda”, no dizer do FT.

Fonte: Folha de São Paulo

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